- Obra: A ÁRVORE
- Autora: Sophia de Mello Breyner Andresen
- Editora: Figueirinhas
"Era uma vez - em tempos muito antigos, no arquipélago do Japão - uma árvore enorme que crescia numa ilha muito pequenina."
Resumo
Há muito, muito tempo, no arquipélago do Japão, uma árvore muito grande vivia plantada numa ilha muito pequena. Os habitantes adoravam aquela árvore porque lhes dava uma frescura enorme.
Com o passar do tempo, a árvore foi crescendo mais e mais. Ora isso era um problema pois as casas começaram a ficar demasiado húmidas e os Invernos tornaram-se cada vez mais frios. Saber se cortavam ou não a árvore, originou uma enorme discussão entre os habitantes da ilha. Mas, por mais que discutissem, ninguém arranjava uma solução para aquela árvore enorme.
Depois de muito falarem, chegaram à conclusão de que tinham que cortar a árvore. Houve muitos choros e lamentações, mas era a única solução possível para aquele enorme problema.
Para os habitantes da ilha nunca se esquecerem daquela inesquecível árvore a que se tinham afeiçoado tanto, construíram, com a sua madeira um barco. Havia, contudo uma condição: tinha que ser suficientemente grande para que nele coubessem todos os habitantes da ilha. Esse barco também iria ser usado para que os seus habitantes se deslocassem a outras ilhas para fazer negócios.
Nas noites de lua cheia todos se metiam no barco e antes de irem para as suas camas iam admirar a lua.
No local onde antes vivera a grande árvore, plantaram muitas cerejeiras. Todos os anos quando as cerejeiras floriam, organizavam uma grande festa para celebrarem esse fenómeno. Nessa festa costumava aparecer um macaco vestido com um casaco azul para que todos apreciassem as suas habilidades e todos cantavam e dançavam debaixo dessas árvores floridas.
Acontece que, um dia, depois de ter passado muito tempo, a madeira do barco começou a apodrecer. É óbvio que aquele barco já não era seguro para que se pudessem fazer negócios de ilha em ilha. Também já não era possível fazer os passeios ao luar para apreciar o satélite natural da Terra lá bem no alto.
No entanto, houve um habitante que teve uma ideia brilhante. Deveriam pegar nos seus pequenos barcos e navegarem de ilha em ilha à procura de madeira para construir um novo barco. Como o grande mastro ainda estava bem conservado, usaram-no para fazer um instrumento japonês – a biwa, uma espécie de guitarra que seria tocada por um músico experiente.
Esse músico inventava poemas e acompanhava-os com a biwa.
Todos compreenderam que a memória da árvore nunca se iria perder porque os poemas da árvore iam-se transmitindo de geração em geração.
Obra lida e resumida por Aléxia(6ºD)


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